Felipe Nasr: preparando-se para o automobilismo

Toda vez que pára para planejar a seqüência de sua carreira, provavelmente com a estréia no automobilismo em 2009, Felipe Nasr não deixa de pensar nos R$ 100 mil que pode conquistar com o título da Seletiva, no fim do ano. Mas até lá tem chão. E tanto ele sabe que não deixa de treinar. Definitivamente, a final do evento não será apenas mais uma competição de um ano já atarefado, divido entre o kart e treinos de Fórmula 3. “Eu quero chegar para ganhar. Este é o meu desafio”, afirma.

Esta será sua primeira final. O que se pode fazer em termos de preparação?
Treinar bastante. Principalmente aqui em Brasília. Também estou fazendo o Paulista de Kart, em São Paulo. Tudo isto vai me manter em atividade e os treinos extras vão me ajudar a chegar bem e ganhar, que é o meu objetivo, é o meu desafio. A principal diferença é o motor, que é quatro tempos, mas acho que dá pegar a mão rapidinho.

Este será o seu último ano de kart? Se ganhar o prêmio, o que tem em mente?
É quase certo que este seja meu último ano de kart. Estou treinando de Fórmula 3 na equipe do meu tio (Amir Nasr) aqui em Brasília e acho que no ano que vem é isto que vou fazer, quero correr de fórmula, aqui ou lá fora.

Com que objetivo? Qual a sua meta na carreira?
Eu quero chegar na Fórmula 1. Não só chegar, quero ganhar, também. Porque só chegar não adianta nada.

Qual a maior dificuldade na final da Seletiva?
O nível dos pilotos, sem dúvida. São todos pilotos muito bons, que andam rápido, e chegam lá em igualdade de condições, buscando um prêmio que todo mundo precisa. Não é à toa que é um título tão valorizado.

Como é a sua relação com o seu tio? Ele te ajuda nas pistas ou prefere te deixar trabalhar?
Ele ajuda, sim, e ajuda muito. Ele conhece bastante, foi piloto, é chefe de equipe...Então estou aprendendo muito com ele, principalmente nos treinos de Fórmula 3. É ele quem me passa tudo. E ainda tem o apoio do meu pai, que foi mecânico e também entende muito de corrida.