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Lucas Rodrigues: um novato que impõe respeito
É
uma tradição da Seletiva de Kart Petrobras trazer
para o cenário nacional pilotos que ainda estão começando
a se destacar nos campeonatos regionais. É na disputa pelo
maior prêmio do kartismo brasileiro que surgem bons nomes
de outras partes do país. Não será diferente
nesta temporada. Até o momento, são quatro estreantes
garantidos na decisão do evento. Três deles são
bastante conhecidos e disputaram competições nacionais
e internacionais (Guilherme de Conto, Claudio Cantelli e Fernando
Cevallos). O outro será apresentado aos adversários
em dezembro, em Brasília, quando estiver disputando com eles
o prêmio de R$ 70 mil (mais R$ 7 mil para o melhor novato)
em igualdade de condições. Três meses antes
de enfrentar pela primeira vez os melhores pilotos do Brasil e um
representante estrangeiro, o gaúcho Lucas Rodrigues, de 17
anos, já impõe respeito. Começou a correr regularmente
somente no ano passado e mesmo assim derrotou gente mais experiente,
como César Ramos, Lucas Finger e Felipe Pohletto, na disputa
pela vaga. Consciente de seu potencial, ele avisa: vive seu melhor
momento no kart.
Como
foi o início da sua carreira?
Em
maio de 2000, minha mãe viu um anúncio no jornal,
que dizia que o Jonnie Bonilha (administrador do kartódromo
de Tarumã) estava montando uma escolinha de pilotagem. Ela
me inscreveu para participar e eu comecei a treinar constantemente.
Em outubro eu já havia comprado um kart de 125 cc e comecei
a acelerar de verdade. Fiz minha estréia em 2001, na categoria
Júnior, e conquistei o vice-campeonato regional. Em 2002
e 2003, passei um tempo parado por falta de patrocínio e
fiz apenas algumas corridas. Só voltei de vez no ano passado,
já na Graduados, e conquistei outro vice no regional.
Apesar
de já ter alcançado alguns bons resultados no kart,
a classificação para a final da Seletiva representa
o melhor momento da sua carreira?
Sem
dúvida. Não é todo mundo que tem o privilégio
de estar entre os doze finalistas. Considerando todas as dificuldades
financeiras que enfrentei no início, posso dizer que estou
mesmo no meu melhor momento no kart.
Qual
a importância do prêmio da Seletiva de Kart Petrobras
na atual fase da sua carreira?
Seria ótimo poder ficar com esse prêmio. È
um dinheiro que pode me trazer muito mais tranqüilidade para
a próxima temporada e me ajudar a realizar alguns objetivos,
como disputar meu primeiro Brasileiro e correr em São Paulo.
Até o momento, em termos de competições nacionais,
só tenho uma Copa Brasil e uma etapa do Sul-Brasileiro na
carreira.
Então
você parte para a final da Seletiva de Kart Petrobras pronto
para encarar uma grande novidade na sua carreira?
Exatamente.
Dos meus adversários, só conheço o Vinícius
Quadros, que começou na mesma escolinha que eu e correu comigo
aqui no Sul. A pista de Brasília eu nunca visitei. Só
o equipamento que eu conheço um pouco, porque andei de motor
4 tempos em 2003.
Você
demonstrou muita força na etapa que garantiu sua classificação.
Como foi a preparação para aquela prova?
Eu
treinei muito, por dois motivos. Sabia que viria gente de fora e
estava com um chassi novo. Minha equipe trocou o Mini pelo Birel
e eu precisava andar o máximo possível para ganhar
quilometragem com o novo equipamento. Deu muito certo e cheguei
bem preparado para brigar pela vaga.
Danilo
Dirani, o primeiro campeão da Seletiva, acaba de chegar à
Fórmula 1. Seus planos também são tão
ambiciosos?
Claro.
Acho que todo piloto deseja chegar na Fórmula 1 ou pelo menos
numa categoria top. Mas tenho um caminho longo pela frente e sei
que ganhar o prêmio da Seletiva pode ser um grande passo para
a minha carreira. Estou muito ansioso para a final.
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