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Rafael
Suzuki: habilidade reconhecida
A
maioria dos pilotos tem dificuldade para arrancar elogios de um
adversário. Menos o paulista Rafael Suzuki, que pela terceira
vez consecutiva está classificado para a final da Seletiva
de Kart Petrobras. Ele é reconhecido pelos próprios
concorrentes como um dos mais velozes da modalidade. Rafael Daniel,
tricampeão da Seletiva de Kart Petrobras, deixou o kart dizendo
que considerava Rafael Suzuki "o mais rápido da nova
geração". Ele tem motivos para expressar sua
opinião com tanta certeza. O piloto, que sempre demonstrou
talento, ganha cada vez mais experiência nas competições
internacionais. Só que ainda falta um título importante,
que ele deixou escapar por duas vezes: a Seletiva de Kart Petrobras.
Suzuki reconhece que aprendeu a receita. "A bateria que vale
mesmo é a última. Para ganhar o prêmio, primeiro
o piloto tem que chegar lá. É o que eu vou fazer"
afirma.
Como
vem sendo a atual temporada para a sua carreira?
Neste ano eu disputei algumas provas do Campeonato Europeu de Kart
e vou participar do Mundial, em Portugal. O primeiro semestre foi
bastante difícil lá na Europa, tivemos uma série
de problemas fora das pistas, a dona da equipe morreu e nenhum dos
pilotos vinha conseguindo andar bem. Agora, parece que as coisas
estão melhorando. Na última etapa, que eu não
pude participar, a vitória ficou com um dos meus companheiros
de equipe.
Você
esperava uma disputa tão apertada com o Rafael Blanco no
Maranhão?
Eu imaginei que seria bem difícil. Ele está
acostumado com o regulamento utilizado no Maranhão, porque
é parecido com o do campeonato de Brasília. (motores
standard, movidos a álcool) e eu não tenho experiência
com esse equipamento. A briga foi boa, ele me passou no final da
prova e eu dei o troco com uma ultrapassagem na última volta.
Falando
sobre Brasília, você já conhece a pista onde
será disputada a final da Seletiva?
Não, nunca andei lá. Vou fazer o mesmo que
todo mundo e programar um treino antes da final.
A
decisão da Seletiva será realizada com motores quatro
tempos. Qual a sua experiência com esse propulsor?
Andei bastante com o motor que é utilizado na Seletiva.
Além de ter participado da final do ano passado, que contava
com esse equipamento, tenho várias provas do Biland Challenge
no currículo. Para falar a verdade, eu acho que o motor quatro
tempos tem menos segredos que o dois tempos. Principalmente para
quem já conhece.
Tem
algum piloto selecionado que você ainda não enfrentou?
Acho que não. Conheço todos, até o equatoriano
(Fernando Cevallos), que estava no Campeonato Panamericano de Kart,
na Argentina. Mas não acho que o fato de conhecer os adversários
seja uma vantagem. Eles são todos imprevisíveis.
Você
sempre esteve entre os mais rápidos na Seletiva. O que faltou
para conquistar o prêmio nas edições anteriores?
É uma questão de estratégia. Na minha
primeira participação, cheguei a andar bem e acabei
eliminado na segunda fase. Até aí tudo bem. O problema
foi no ano passado. Eu fui o mais veloz na tomada de tempo, vinha
muito bem até sofrer um acidente com o Sérgio Jimenez.
Foi um acidente de corrida, mas faltou cautela dos dois. Não
adianta apenas ser rápido. É preciso correr pensando
no regulamento. A bateria que vale mesmo é a última.
Para ganhar o prêmio, primeiro o piloto tem que chegar lá.
É o que eu vou fazer.
Por
ser um evento tão desafiador, que coloca os pilotos em igualdade
de condições, a Seletiva de Kart Petrobras traz uma
expectativa diferente?
Claro! É ali que você mostra que pode superar
os demais com o mesmo kart, ou pelo menos com a mesma qualidade
de equipamento. Nas outras corridas sempre há um favorecimento,
é natural. Só na Seletiva que todo mundo se encontra
no mesmo nível de kart e aquele é o momento de provar
do que você é capaz.
Qual
o seu objetivo para a para a próxima temporada, principalmente
se conquistar o prêmio?
Quero correr de fórmula. Mas é cedo para falar. Prefiro
esperar e ver o que acontece.
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