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 Clemente
Faria Jr.: talento e personalidade Durante
toda a semana da 40ª edição do Campeonato Brasileiro
de Kart, em Ipatinga, dois pilotos tiveram muito destaque. Sérgio
Jimenez, na Graduados A, e Renato Russo, na Sênior, poderiam
entrar para a história do esporte a motor com a conquista
do sexto título nacional, igualando o recorde de Paulo Carcasci,
maior vencedor da competição. Nenhum dos dois alcançou
o objetivo e quem saiu de Ipatinga como recordista foi outro piloto.
Um mineiro de 17 anos de idade, chamado Clemente Faria Jr., que
chegou ao tetracampeonato consecutivo, um feito inédito.
Depois dos títulos da Sudam em 2002, 2003 e 2004, desta vez
ele garantiu a conquista na Graduados A, a principal do kart, deixando
seu nome cada vez mais forte na modalidade. O título deu
ao garoto a chance de disputar a final da Seletiva de Kart Petrobras,
em Brasília, no mês de dezembro. Ele vai concorrer
ao prêmio de R$ 70 mil reservado ao campeão, em igualdade
de condições, contra outros 12 classificados. A carreira
de Clemente Faria Jr. não é feita apenas de talento.
Uma de suas características é a personalidade forte.
Quando perguntado sobre o sentimento de ver seu adversário
Sérgio Jimenez quebrando quando liderava a corrida decisiva
do Campeonato Brasileiro de Kart, a resposta foi no mínimo
surpreendente. Foi ruim. Queria muito ter disputado o título
com ele, no mano-a-mano, disse. É a segurança
de quem tem conhecimento do próprio potencial. Você
tinha três títulos na Sudam, mas ganhou seu primeiro
na Graduados A. Tem algum significado especial vencer nesta categoria?
Sim,
é muito bom vencer na Graduados A porque todo mundo dizia
que eu só ganhava na Sudam, onde o equipamento é um
pouco diferente. Além disso, o campeonato foi em Minas Gerais,
por isso me preparei ainda melhor. Você
esperava conseguir um resultado tão bom logo na primeira
bateria, mesmo largando numa posição ruim? Quando
percebeu que poderia vencer a prova?
Eu
sabia que tinha um bom kart e ia tentar chegar entre os cinco primeiros.
Só que o kart estava extremamente rápido! Percebi
que poderia vencer quando estava em terceiro e pensei: Pô,
já cheguei até aqui, por que não ir mais pra
frente?. Você
já conhecia o traçado de Ipatinga? Acredita que a
experiência pode ter te ajudado na conquista?
Sim.
Eu já tinha corrido lá em 1998 de Júnior e
treinei durante o Open Minas. Com certeza o Open foi fundamental
na conquista do Brasileiro. Consegui um acerto muito bom para o
kart. Você
estava logo atrás do Sérgio Jimenez quando ele quebrou
e abriu caminho para o seu título. Qual foi a sensação
naquele momento?
Ah,
a sensação foi ruim, pois eu queria muito ter disputado
o título com ele, no mano-a-mano. A corrida seria fantástica. Com
o título, você garantiu classificação
para a final da Seletiva pela segunda vez consecutiva. O que você
aprendeu na primeira edição do evento que pode te
ajudar desta vez?
Com
certeza, o formato da competição. Na Seletiva você
não pode cometer erros. E eu vou usar tudo o que aprendi
na primeira edição para brigar pela vitória
esse ano. Se
conquistar o prêmio, quais são seus planos para o ano
que vem? Pretende partir para o automobilismo?
Pretendo
investir o dinheiro na minha carreira no automobilismo. Tenho planos
de andar de fórmula na Europa em 2006. Na
lista dos classificados para a final da Seletiva, você consegue
apontar aquele que talvez seja seu maior adversário?
Sempre
falo que todos são favoritos. Se um piloto se classificou
é porque ele é bom e pode ganhar a Seletiva. Você
conhece a pista de Brasília, onde será disputada a
final da Seletiva? Pretende fazer algum treino no circuito antes
da decisão?
Não
conheço a pista, mas devo treinar lá antes da final
da Seletiva. Quero chegar bem preparado.
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