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Sérgio Jimenez: entre os melhores da história
Ninguém se torna rei por acaso, é o que diz a máxima.
Sérgio Jimenez está próximo de ser coroado
como o melhor de todos os tempos na principal escola do automobilismo
brasileiro, o kart. São oito títulos paulistas e cinco
brasileiros, um número que pode aumentar ainda neste ano.
Aos 21 anos, depois de algumas experiências em monopostos
e até um título na Fórmula Renault (em 2002),
ele voltou às origens para comprovar seu valor enquanto aguarda
uma nova oportunidade com carros de corrida. Se a estratégia
vai dar certo, só o tempo pode dizer. Mas ele está
fazendo sua parte. Pode conquistar no fim de julho um histórico
hexacampeonato brasileiro, igualando o maior vencedor da competição,
Paulo Carcasci. O novo rei do kart já mostrou do que é
capaz. Agora quer apenas uma chance de seguir sua carreira e realizar
o sonho de chegar à Fórmula 1. Para tanto, sabe que
precisa de patrocínio. Uma parte do dinheiro pode vir em
dezembro: pela sexta vez na carreira, ele disputará a final
da Seletiva de Kart Petrobras, que oferece R$ 70 mil ao campeão
de 2005. Garantir este prêmio é um bom começo
para planos tão ambiciosos.
Será a sua sexta participação na Seletiva.
Faz diferença disputar uma final com tanta experiência?
Faz diferença sim, principalmente em relação
aos pilotos que estão estreando. Quem já está
disputando pela segunda vez ou mais conhece todo o formato, o sorteio
dos karts, as limitações no acerto por parte do piloto,
enfim, sabe o que fazer para não ficar fora da briga pelo
título. Como eu tenho mais participações que
os outros pilotos, com certeza levo uma boa vantagem, só
que ela não é tão grande assim considerando
quem já correu pelo menos uma vez.
Você consegue dizer qual a final mais difícil que
você já disputou?
Todas foram difíceis, mas algumas realmente são mais
complicadas. Em 2002, na minha terceira participação,
bati na semifinal, fui parar na repescagem e não me classifiquei.
Aquilo foi muito ruim e me mostrou que além de tudo é
preciso contar com a sorte na Seletiva. Era um título que
eu tinha condições de ganhar e escapou das minhas
mãos. No ano anterior, foi o contrário. Eu tinha que
fazer milagre, dependia de uma combinação de resultados
para ser campeão e mesmo assim consegui.
A decisão da Seletiva de Kart Petrobras é diferente
de todas as competições nacionais. O que muda num
evento como este?
Muda bastante coisa. São poucos karts na pista, em igualdade
de condições e sorteados o tempo todo. Tem que ter
cabeça e guiar com tranqüilidade, é o principal.
Acho que um dos segredos é saber poupar pneus. Você
precisa completar cerca de 80 voltas com os mesmos compostos, tem
que saber a hora de forçar um pouco mais. De qualquer forma,
é importante ser rápido desde o começo. Se
você comete um erro ou não se dá muito bem em
uma corrida, além de perder pontos pode cair na repescagem
e de lá nem todo mundo volta.
Você é pentacampeão brasileiro e tem um título
na Seletiva. Qual das duas competições é mais
difícil de ganhar?
O que posso dizer é que nos dois você precisa de muita
sorte. Estive bem perto de ganhar outros dois Brasileiros além
dos que eu tenho e perdi por causa de acidentes ou falhas mecânicas.
Na Seletiva, foi mais ou menos a mesma coisa. Consegui chegar perto
do título três vezes e só levei em uma delas.
Você conhece a pista de Brasília, onde será
disputada a final da Seletiva de Kart Petrobras deste ano?
Nunca andei lá. Aliás, quero ver se consigo fazer
uma corrida naquela pista antes do fim do ano, porque é fundamental
conhecer o traçado antes do evento começar. Preciso
de poucas voltas para saber o que uma pista exige, mas quanto mais
eu puder andar, melhor.
O que você projeta para a sua carreira em 2006?
O objetivo é voltar para o automobilismo. Estou no kart
porque me falta patrocínio, mas o que quero mesmo é
correr de carro. É nesta meta que a Seletiva pode me ajudar.
Se eu ganhar o prêmio, serão R$ 70 mil garantidos no
meu orçamento. Conseguindo completar a verba, tenho dois
planos: andar na Infiniti Pro Series (categoria de base da Fórmula
Indy), no Estados Unidos, ou correr na Fórmula 3 da Inglaterra.
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